terça-feira, 24 de maio de 2011

Os livros ou os livro?

A história do livro admitido como didático no Rio de Janeiro para a disciplina de Português devia ser mais veiculada para o público em vez de ficar restrita aos meios acadêmicos propriamente ditos. O tema é importante e ataca diretamente a questão da cidadania porque se refere à nossa língua... Se nos preocupamos tanto em aprender outro idioma, por que não aprender corretamente o nosso? A imprensa se limita a relatar a polêmica entre os dois lados diretamente interessados no assunto, a saber, os puristas do português e os que veem no internetês e em outras variantes linguísticas uma alternativa para se fugir do sagrado dever de se aprender o idioma.
Entre todas as discussões, principalmente as veiculadas em blogs e portais da Internet, percebe-se claramente o embate entre os linguistas e os professores de português. Certo é que há uma vertente linguística que aceita que , se a mensagem foi veiculada e compreendida, a missão da língua se fez. Mas nenhum linguista admite que o aprendizado da língua formal deve ser negligenciado.
Para escrever esse comentário, li a obra intitulada " Doa-se lindos filhotes de Poodle", cuja temática é exatamente o preconceito linguístico. Errar o uso do pronome se apassivador ou perder-se em algum caso de regência ou concordância é normal. Anormal é admitir que dizer " os livro" é uma forma correta de se escrever a expressão; digo escrever por na linguagem falada isso pode ocorrer. Os próprios jornalistas cometem esses erros de vez em quando e estou cansada de ler legendas com erros graves. Se o jornalista comete o erro, vejo como problema a falta de atenção do mesmo mas se o erro aparece na legenda, o réu é o revisor. Nos impressos é normal encontrar erros de português, sejam ortográficos sejam sintáticos. Mas o que me incitou a postar essa crônica é a negligência como o fato tem sido tratado pela mídia em si. Ela devia, inclusive promover debates para se evitar a má informação de que qualquer forma que se escrever uma palavra é válida. Enquanto falamos, podemos cometer lapsos, afinal não há perfeitos falantes de portuguès devido à sua própria estrutura. Escrever é outra história e amanhã, na redação do vestibular ou na entrevista para o emprego, o cidadão mal informado culpará a própria imprensa de não tê-lo avisado sobre o assunto.

Um comentário:

  1. Aliás, cometi um erro nessa crônica Leia-se, no segundo parágrafo, linha 5, "digo escrever porque"
    (rs)

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