Vassouras Bruno - e daí?
Saiu no jornal - Bruno , o mandante do assassinato da mãe de seu filho, Elisa Samúdio, trabalha em uma fábrica de vassouras feitas com pets recicláveis. O ex-goleiro já sonha,segundo o jornal, em dar nome às vassouras ( e quem sabe criar uma só para si) como Bruno. Pensemos bem: o indivíduo manda matar e agora quer que limpemos nossas casas e ruas com um equipamento que tem o seu nome...
Que o Bruno e todos os cidadãos que cometem crimes devem trabalhar para pagarem seus custos na cadeia, isso é certo. O que não está certo é fazer publicidade sobre o produto que o interno produz. Amanhã, todos os fãs do Bruno, que ele ainda possui apesar de tudo, vão comprar as vassouras do Bruno, tornando-o herói das vassouras e top de mídia, de novo. Em um país onde o criminoso quase sempre vira herói de muita gente, coisas deste tipo precisam ser evitadas. Meu repúdio à mídia que trouxe esta informação....
Crônicas on progress
Leia, mude, faça suas sugestões, crie uma nova crônica sobre o tema, interaja. Somos Elisabeth Camilo,Maria Aparecida Pinto e Marcela Servano, alunas do curso de jornalismo da UFOP
sábado, 25 de maio de 2013
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O super-ministro e a visão de raios-X
Minas se derrete com o excesso de chuvas mas o ministro da Integração Social veio ao Estado e em apenas três horas foi capaz de dizer o que ele pode fazer por um estado inteiro. De duas opções, escolham uma: ou ele tem olhar de raio-X, introspectante e capaz de ver em 360 graus tudo de ruim que ocorre na região sudeste do Brasil ou fingiu t visto.
Os jornais impressos foram críticos e deixaram clara a opinião deles. Entretanto, vi e ouvi poucos comentários sobre o assunto na Tv e nos telejornais, que preferem falar da verba destinada para Pernambuco.
Talvez a Dilma tenha escolhido um ministro super ( que deveria aparecer no quadro do fantático - os super humanos) e só agora os brasileiros perceberam o super homem lá, ao lado da presidenta.
Sinto a necessidade de se discutir mais o tema " viagens de nossos políticos às regiões afetadas pela chuva intensa e pela seca" por que isso vai impactar diretamente em nossa vida em futuro muito breve.
Os jornais impressos foram críticos e deixaram clara a opinião deles. Entretanto, vi e ouvi poucos comentários sobre o assunto na Tv e nos telejornais, que preferem falar da verba destinada para Pernambuco.
Talvez a Dilma tenha escolhido um ministro super ( que deveria aparecer no quadro do fantático - os super humanos) e só agora os brasileiros perceberam o super homem lá, ao lado da presidenta.
Sinto a necessidade de se discutir mais o tema " viagens de nossos políticos às regiões afetadas pela chuva intensa e pela seca" por que isso vai impactar diretamente em nossa vida em futuro muito breve.
A notícia boa
agora, em alguns telejornais, os âncoras anunciam " e agora a notícia boa" como se todas as notícias foram ruins ( e de fato o são).
Conscientes de que a maioria das notícias falam de crimes, corrupção e violência, eles tentam desesperadamente encontrar alguma manchete que não nos impacte tanto porque dá medo ligar os telejornais. Tudo é muito negativo e somos simplesmente torpeados com o.tudo o ue há de ruim no mundo da informação.
Conscientes de que a maioria das notícias falam de crimes, corrupção e violência, eles tentam desesperadamente encontrar alguma manchete que não nos impacte tanto porque dá medo ligar os telejornais. Tudo é muito negativo e somos simplesmente torpeados com o.tudo o ue há de ruim no mundo da informação.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Lula, o câncer e os outros
Elisabeth Maria de Souza Camilo
Ouvi e li através da mídia: a segunda sessão de quimioterapia de Lula foi um sucesso. Fiquei pasma. Conheço tanta gente com câncer e alguns morrem sem nunca terem a chance de um tratamento digno. O problema começa na detecção da doença: após muitos meses de espera, consegue-se uma consulta com um clínico que, desconfiado do problema, encaminha a pessoa para o oncologista. Bem, outra via crucis se inicia, meses passam e pode ocorrer que ela morra antes de ser tratada no apenas no inicio do tratamento.
Mas o câncer de Lula teve um outro tratamento: assim que diagnosticado, o ex-presidente do Brasil foi internado, apenas alguns dias e já estava em tratamento e, logo após duas semanas, nova sessão.
Bem, alguém pode dizer que Lula pode pagar o tratamento mas mesmo quem paga tem dificuldade em conseguir o tratamento,
A revista Veja ofereceu uma capa para o assunto e apenas uma editora de TV questionou, muito rapidamente, sobre se o resto dos brasileiros não mereciam ser tratados com o mesmo respeito com o qual Lula e Dilma foram tratados. Li uma crônica no Yahoo Notícias con o mesmo questionamento mas nada mais.
Bem, admito que o Lula e a Dilma. por serem ex-presidente e presidenta do Brasil,provavelmente, conseguiriam melhor tratamento pela autoridade que representam no país. Não desejo também que eles morram de câncer. Só questiono a razão por que a mídia não mostrou a dificuldade de o povo brasileiro ter acesso a um direito fundamental, a saúde, e, se um tratamento diferenciado para Dilma, Lula, Tancredo e Itamar não foram uma prova cabal daquilo que George Orwell tão sabiamente imprimiu em sua obta " a revolução dos bichos": todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais do que os outros. Será que um direito constitucional não deveria abranger a todos?
Tags: Lula, câncer, direito constitucional à saùde
Ouvi e li através da mídia: a segunda sessão de quimioterapia de Lula foi um sucesso. Fiquei pasma. Conheço tanta gente com câncer e alguns morrem sem nunca terem a chance de um tratamento digno. O problema começa na detecção da doença: após muitos meses de espera, consegue-se uma consulta com um clínico que, desconfiado do problema, encaminha a pessoa para o oncologista. Bem, outra via crucis se inicia, meses passam e pode ocorrer que ela morra antes de ser tratada no apenas no inicio do tratamento.
Mas o câncer de Lula teve um outro tratamento: assim que diagnosticado, o ex-presidente do Brasil foi internado, apenas alguns dias e já estava em tratamento e, logo após duas semanas, nova sessão.
Bem, alguém pode dizer que Lula pode pagar o tratamento mas mesmo quem paga tem dificuldade em conseguir o tratamento,
A revista Veja ofereceu uma capa para o assunto e apenas uma editora de TV questionou, muito rapidamente, sobre se o resto dos brasileiros não mereciam ser tratados com o mesmo respeito com o qual Lula e Dilma foram tratados. Li uma crônica no Yahoo Notícias con o mesmo questionamento mas nada mais.
Bem, admito que o Lula e a Dilma. por serem ex-presidente e presidenta do Brasil,provavelmente, conseguiriam melhor tratamento pela autoridade que representam no país. Não desejo também que eles morram de câncer. Só questiono a razão por que a mídia não mostrou a dificuldade de o povo brasileiro ter acesso a um direito fundamental, a saúde, e, se um tratamento diferenciado para Dilma, Lula, Tancredo e Itamar não foram uma prova cabal daquilo que George Orwell tão sabiamente imprimiu em sua obta " a revolução dos bichos": todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais do que os outros. Será que um direito constitucional não deveria abranger a todos?
Tags: Lula, câncer, direito constitucional à saùde
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Caro amigo Jornalismo
Maria Aparecida Pinto
Encontram-se todos sentados em uma mesa de bar, o Direito, o Bom Senso, a História e o Jornalismo. Pode-se afirmar que se trata de um happy hour depois das jornadas.
- Por favor, uma porção de fritas e cerveja.
- E você, Jornalismo, o que deseja?
- Não. Não posso mais. Estou tentando mudar velhos estereótipos.
- Vai ser difícil - afirma o Bom Senso com um sorriso malicioso.
- Eu que o diga – completa a História. Quando passo todos se curvam e clamam: Estória, estória!
- Há o direito de expressão.
-Sabemos.
O garçom se aproxima e pergunta se a televisão pode ser ligada. Todos respondem positivamente.
“Acompanhe como foi a...”
Biiiiiiiii...
- Acompanhe o quê? Esse caminhão não colaborou, hein? - indaga o Bom Senso.
- É verdade. Mas podemos acompanhar e inferir o do que se trata – ameniza a História.
Segue, então, uma narração que descreve, por horas a fio, a entrada de participantes, a saída de participantes, as locuções repletas de adjetivação, as jogadas sensacionais compostas por lances e dribles, além dos variados passes. A sequência de fatos é relatada minuto a minuto com muita dinamicidade.
- Gente que emocionante! E eu nem me toquei que hoje é quarta.
- Ai História. O que se pode fazer? - lamuria o Bom Senso.
- Fugir como fez o nosso caro amigo Jornalismo – arremata o Direito.
Encontram-se todos sentados em uma mesa de bar, o Direito, o Bom Senso, a História e o Jornalismo. Pode-se afirmar que se trata de um happy hour depois das jornadas.
- Por favor, uma porção de fritas e cerveja.
- E você, Jornalismo, o que deseja?
- Não. Não posso mais. Estou tentando mudar velhos estereótipos.
- Vai ser difícil - afirma o Bom Senso com um sorriso malicioso.
- Eu que o diga – completa a História. Quando passo todos se curvam e clamam: Estória, estória!
- Há o direito de expressão.
-Sabemos.
O garçom se aproxima e pergunta se a televisão pode ser ligada. Todos respondem positivamente.
“Acompanhe como foi a...”
Biiiiiiiii...
- Acompanhe o quê? Esse caminhão não colaborou, hein? - indaga o Bom Senso.
- É verdade. Mas podemos acompanhar e inferir o do que se trata – ameniza a História.
Segue, então, uma narração que descreve, por horas a fio, a entrada de participantes, a saída de participantes, as locuções repletas de adjetivação, as jogadas sensacionais compostas por lances e dribles, além dos variados passes. A sequência de fatos é relatada minuto a minuto com muita dinamicidade.
- Gente que emocionante! E eu nem me toquei que hoje é quarta.
- Ai História. O que se pode fazer? - lamuria o Bom Senso.
- Fugir como fez o nosso caro amigo Jornalismo – arremata o Direito.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Cinco por cento de informação
Maria Aparecida Pinto
“O universo em expansão: um tipo de energia afasta as galáxias. Mas, o que sabemos é apenas cinco por cento do que ocorre no universo.”
Enquanto alguns olham para o ceu e nos dizem o que se passa, outros podem ligar a TV e olhar em linha reta para outros astros ou outras estrelas. Podem contemplar outros ceus inesperados e impassíveis que cobrem as noticias de um aqui e de um lá.
Um lá que possui lixeiras que cantam, agradecem e aplaudem. Um lá londrino, em que se vigora a narrativa jornalística distinta em forma e em entonação. Um tipo de energia afasta as galáxias, mas as notícias continuam a remendar o mundo e a constituir um ceu (de cinco por cento).
“O universo em expansão: um tipo de energia afasta as galáxias. Mas, o que sabemos é apenas cinco por cento do que ocorre no universo.”
Enquanto alguns olham para o ceu e nos dizem o que se passa, outros podem ligar a TV e olhar em linha reta para outros astros ou outras estrelas. Podem contemplar outros ceus inesperados e impassíveis que cobrem as noticias de um aqui e de um lá.
Um lá que possui lixeiras que cantam, agradecem e aplaudem. Um lá londrino, em que se vigora a narrativa jornalística distinta em forma e em entonação. Um tipo de energia afasta as galáxias, mas as notícias continuam a remendar o mundo e a constituir um ceu (de cinco por cento).
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Peça, hoje mesmo, seu dinheiro de volta
Maria Aparecida Pinto
Gabriel espera pacientemente o ônibus. “Que dia claro e parado”, ele pensa com seus botões e alfinetes. No ponto, há pessoas conhecidas, apressadas, divagadoras, ranzinzas, solidárias e por aí se tece um rol sem fim.
Mas, um sujeito faz-se notar na multidão. Brada, dá pinotes e quase tem o que se pode chamar de “crise de nervos”. Gabriel não é médico, mas isto não quer dizer que não possa conjecturar em patologia alheia.
“Estão a rir se de mim. Não podem ter a audácia. Eles sabem quem sou eu? Sabem que é por mim que aquilo ainda se move? Estão de brincadeira! Mas, eles pegaram o peixe errado. A se pegaram...”
Todos riem freneticamente. Não só das construções gramaticais e semânticas desenvolvidas pelo cidadão, mas do sentido genérico da situação. Teatro ao ar livre sempre comove.
Gabriel, ao contrário, está comovido com dramalhão próprio e não se presta a sorrir diante da indignação do sujeito. “Ônibus maligno. Como pode fazer hora com a minha cara?”
Surge, enfim o veículo de transporte coletivo em toda a sua glória. E todos esquecem a cena do ponto. O jovem, então, longe do turbilhão das ruas... Dentro do turbilhão do coletivo, lê seu jornal.
Inesperadamente, a cena ganha vida outra vez:
“Estão a rir se de mim. Não podem ter a audácia. Eles sabem quem sou eu? Sabem que é por mim que aquilo ainda se move? Estão de brincadeira! Mas, eles pegaram o peixe errado. A se pegaram...”
Nosso protagonista dá um show e ultrapassa o diálogo consciencioso de botões e alfinetes para a exaustão de uma torrente de indignação e auto senso de justiça.
Mas o que teria despertado nosso cordeiro?
“Como pude ser enganado por uma manchete de jornal. Li a matéria toda e a informação presente na manchete só consta na manchete. Inadmissível. Não humano.”
Diante de tal afronta, um senhor de bengala e chapéu do qual não se vê a face, mas se escuta em bom e altos som sua voz marcante e melódica, aproveita-se da situação e grita:
_ Peça, hoje mesmo, seu dinheiro de volta!
Gabriel espera pacientemente o ônibus. “Que dia claro e parado”, ele pensa com seus botões e alfinetes. No ponto, há pessoas conhecidas, apressadas, divagadoras, ranzinzas, solidárias e por aí se tece um rol sem fim.
Mas, um sujeito faz-se notar na multidão. Brada, dá pinotes e quase tem o que se pode chamar de “crise de nervos”. Gabriel não é médico, mas isto não quer dizer que não possa conjecturar em patologia alheia.
“Estão a rir se de mim. Não podem ter a audácia. Eles sabem quem sou eu? Sabem que é por mim que aquilo ainda se move? Estão de brincadeira! Mas, eles pegaram o peixe errado. A se pegaram...”
Todos riem freneticamente. Não só das construções gramaticais e semânticas desenvolvidas pelo cidadão, mas do sentido genérico da situação. Teatro ao ar livre sempre comove.
Gabriel, ao contrário, está comovido com dramalhão próprio e não se presta a sorrir diante da indignação do sujeito. “Ônibus maligno. Como pode fazer hora com a minha cara?”
Surge, enfim o veículo de transporte coletivo em toda a sua glória. E todos esquecem a cena do ponto. O jovem, então, longe do turbilhão das ruas... Dentro do turbilhão do coletivo, lê seu jornal.
Inesperadamente, a cena ganha vida outra vez:
“Estão a rir se de mim. Não podem ter a audácia. Eles sabem quem sou eu? Sabem que é por mim que aquilo ainda se move? Estão de brincadeira! Mas, eles pegaram o peixe errado. A se pegaram...”
Nosso protagonista dá um show e ultrapassa o diálogo consciencioso de botões e alfinetes para a exaustão de uma torrente de indignação e auto senso de justiça.
Mas o que teria despertado nosso cordeiro?
“Como pude ser enganado por uma manchete de jornal. Li a matéria toda e a informação presente na manchete só consta na manchete. Inadmissível. Não humano.”
Diante de tal afronta, um senhor de bengala e chapéu do qual não se vê a face, mas se escuta em bom e altos som sua voz marcante e melódica, aproveita-se da situação e grita:
_ Peça, hoje mesmo, seu dinheiro de volta!
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