segunda-feira, 9 de maio de 2011

mídia criticando mídia - o caso do Globo Rural

Bem cedo,Globo Rural de segunda-feira, sete horas da manhã do dia 09 de maio. O editorial me chamou a atenção.
O jornalista falou em tom pausado, ofereceu um clima solene para suas palavras e eu pude escutar: não interessa ao Brasil a beatificação de um novo santo nem um casamento real nem mesmo se um terrorista foi morto ou não. Temos, entre tantos problemas, dois que nos chamam a atenção e que a mídia quase não fala sobre eles, a saber, a delimitação da área verde para proteção de nossas nascentes e rios e a própria discussão sobre o novo código florestal.
A partir daí, me prendi ao programa porque vi crítica de mídia feita por um jornalista que trabalha na Globo declarando que pouco se fala na Globo e em outras empresas sobre o tema.
Minha mente viajou e percebi que é preciso beatificar nossos recursos fluviais e nossas florestas e matas, que devemos combater o terrorismo da violência contra as mulheres, contra as crianças, contra os jovens, contra os animais, contra as plantas e contra as águas. Devemos casar a TV e a imprensa em geral com temas que nos dizem respeito e são tão importantes quanto a morte de um terrorista e que somos nós quem direciona a mídia e não a mídia que manda em nós. Essa ideia surgiu do fato de logo em seguida ele ler cartas dos leitores preocupados em como combater um pulgão sem danificar o ambiente e como cuidar de animais de corte sem impor a eles o sofrimento e o stress. Levantei-me mais feliz porque descobri que ainda há algum resíduo de bom jornalismo no Brasil

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