Maria Aparecida Pinto
Há indicativos que nos dizem que o jornalismo é muito mais do que um pequeno Guinness. Mas, outros indicativos fortes nos conduzem a doce ilusão da indústria do entretenimento: massa de pão e pão de circo.
A maior edificação do mundo (será construída por uma família. Adivinhem... Adivinhem por qual. É... vocês realmente não poderiam adivinhar, mas a família havia se desligado dele antes dos atentados...); o “calote” mais esperado da história mundial, tão esperado “que não se deu por vias de fato”; pode-se dizer o maior número de “demissões” de políticos brasileiros de forma sucessiva... Estas são apenas algumas das várias notícias com as quais se tem contato por aí.
O maior e o menor do mundo, da nação, da cidade. O maior e o menor são dados curiosos, relativos e prestes a serem superados. O livro de recordes nunca saiu de moda. Nunca perde, portanto, a sua atualidade, mas nada pode ser mais tradicional (no jornalismo) do que o fait diver.
O maior e o menor. O que importam? A conjectura que constroem, que (e) molduram (ou não). Necessitam de argumentos e de implicações mais bem humorados e sorridentes durante o almoço e mais sérios e, como se diz mesmo? Compromissados e circunspectos no jornal diário da noite. A própria linguagem nos conduz com seu humilde, mas sensato requentar e servir.
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