Era uma vez um país do futebol. Futebol era tudo para aquele povo feliz. Em dia de jogo, o país parava e todos vibravam porque futebol era arte, era entretenimento e era amor à nação e à camisa. Um dia chegou a bruxa má e amaldiçoou aquele país com a praga mais terrível que ela podia: disseminou o pó da corrupção em vento própício para que ele chegasse em todos os âmbitos.
Aprendeu-se a lavar dinheiro com a compra e avenda de craques, que viraram literalmente "cracks" porque aceitaram as propinas e sabendo do pó que se escondia sob o tapete verde dos gramados, ficaram calados e, assim, admitiram o feitiço.
Não falo de um Adriano, imperador, que saiu da Europa com o honroso título de pior jogador da temporada e nem de Ronaldo e sua triste história com os travestis. Não, não falo de Edmundo, com prisão preventiva por causa de crime do passado e nem mesmo pronho uma discussão sob o enriquecimento da família Perrela. Vou falar de maldição mais séria, de vodus trágicos, de trabalho de magia negra da pesada, envolvendo um dos times mais amados do Brasil, um lá de São Paulo, que tem como chefe Andres Sanchez.
É de estarrecer qualquer brsileiro saber o que esta pessoa faz e fez para se transformar no homem daquele time. Suas palavras não foram infelizes, foram capazes de condenar toda a história do time paulista porque coloca em cheque, inclusive, contratações e resultados de campeonatos anteriores, o que pode também anexar compras de juízes e manipulação de resultados.
Quem se envolve com gângsters pode tudo mas passa também a fazer parte do clube. Ele é amigo do Ricardo Teixeira e da Globo, que segundo ele mesmo, são gângster e ele pode tudo por causa dessas amizades.
Quando eu era uma criança, ensinaram-me algo muito importante que até hoje levo muito a sério. Disseram-me que há três coisas que não podem ser recuperadas: a pedra atirada, a palavrada dita e o tempo perdido. Andres atirou a pedra, falou a palavra e mostrou para o povo brasileiro ( e também estrangeiro) que o mantém-se no Brasil são as ideologias do Brasil Colonial onde vence quem manda e quem tem poder.
Globo, por favor, repense sobre quem você chama de amigo e CBF, comece a procurar um advogado que não seja da máfia.
No país que amava futebol, agora o que se ouve são histórias de corrupção em Comitês Olímpicos, de propostas indecentes para construção de estádio para um time em crise com dinheiro público ( neste momento em que saúde, educação e segurança pedem socorro no Brasil, vamos Liberar hum bilhão para um time de futebol, usando palavras que mudem o viés da coisa para que os menos analíticos achem que tudo está certo) tudo porque a velha brincadeira infantil também retornou ao cenário:
- Faremos tudo que o mestre mandar - faremos tudo
- e se não fizermos, ganharemos um bolo ( castigo com palmatória - metaforizada em assistência precária em todos os serviços prestados pelo Governo).
Sei que um dos motivos que levou a Record a colocar no ar a reportagem sobre o Estádio do Coríntians e o poder absoluto de Andres Sanchez tinha outro fundamento ( Globo) mas que valeu a pena mostrar para o povo brasileiro que ele é o cego para coisas básicas, ah, isso valeu!
Elisabeth Maria de Souza Camilo
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