sábado, 23 de julho de 2011

Estes brasileiros

Maria Aparecida Pinto

Cláudio não precisa nem abrir o jornal para se espantar: há a manchete.

A manchete que chama as lágrimas nacionais para um pranto conjunto e comovente. A manchete que enobrece, que aproxima o mal sofrido pelo outro do mal que nos aflige todos os dias. A manchete é importantíssima. Ela é o farol. E ela também vende jornal. Sim, é ela que nos convida à leitura, que nos afaga com curiosidade e nos relembra dos grandes ou pequenos momentos noticiáveis.

Sai pelas ruas a gritar com suas letras já não tão garrafais. Claro! Existem outros recursos: modernos e dinâmicos, mais atraentes e envolventes. Mas, é bom que seja escrito: nada supera uma boa manchete.

O mesmo se diz do jogo das palavras. Como já dito: as palavras revelam muito sobre...Sobre tudo, afinal. Neste sentido, a falta de palavras ou a omissão de algumas figurinhas carimbadas com as quais nos acostumamos aflige o coração e pode gerar más interpretações.

Quando uma pessoa erra ela fica sem pátria, sem uma nação que ceda um ombro amigo? Mas, há que se notar que somente se noticiam os feitos heroicos dos nacionalizados, ou seja, daqueles que possuem um país que bata palmas perante o seu acerto. Pois, estes quando deslizam perdem a mãe pátria que somente reconhece seus filhos na vitória ou na possibilidade da mesma.

Assim, passados alguns dias de suspense e medo aterrador, Cláudio sente seu coração aliviado, não perdemos mais um brasileiro!

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