Não quero um discurso de cunho moral, quero um discurso que fale de identidade...
Identidade de um povo, de uma nação, de um gigante...
Em Carnavais, Malandros e Heróis, ele está lá com seu traço identitário.
Em O QUE FAZ BRASIL BRAZIL também, com sua folgada risada, sua forma cheia de fé, crédulo, acreditando que tudo um dia vai dar certo...
Nativismo? Não sei... Só sei que brasileiros são um povo lindo, gostam de praia, de calor, de um bom jogo de baralho, de amor... e de votar em troca de qualquer coisa, mesmo que seja apenas para dizer que foi às urnas.
Palocci foi ao banheiro e não deu descarga mas o próximo que entrou ali achou que tudo estava bem. O mau menino que sujou a casa voltou a ela sem castigo e agora o brasileiro está de novo dividido... Quem está errado: o denunciador ou o denunciado... A gente acha que o denunciado já fez muita coisa errada mas também a gente acha que há muito sensacionalismo em cima de um tema já tão debatido - corrupção, Palocci...
Ele entrou no banheiro e não deu descarga... Ensine para o menino as boas normas, a honestidade...
Votamos de novo nele e nem sabemos porque o fizemos...
E diga-se batendo-se no peito - mea culpa...
Leia, mude, faça suas sugestões, crie uma nova crônica sobre o tema, interaja. Somos Elisabeth Camilo,Maria Aparecida Pinto e Marcela Servano, alunas do curso de jornalismo da UFOP
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Gavetas
Maria Aparecida Pinto
Muitas pessoas opõem Jornalismo a História. Outros ainda, distanciam o Jornalismo da Literatura, ignorando totalmente o que se convencionou chamar de NewJornoulism. Parece debate de teórico empático, não é?!
Talvez seja. Mas, a verdade é que o Jornalismo não se distancia nem da História e nem da Literatura.
Lê-se na manchete de primeira página “Berlusconi comete nova gafe e envergonha italianos”.
Conta uma novidade!
A gaveta faz parte do folclore literário. Dizia certo escritor que se você quisesse saber se um texto em prosa ou em verso era bom, ou seja, se era realmente Literatura, bastava deixa-lo guardado em uma gaveta, por cinco ou seis anos. Deixar que o tempo imprimisse suas pisadas.
Depois deste período de espera, se você lese a produção e achasse que ela valia a pena realmente esta era e é literatura. Trata-se de um conceito clássico.
O Jornalismo faz o mesmo: “nova gafe” pressupõe uma trilogia.
E Berlusconi?
Uma foto abaixo da manchete. O político com as mãos voltadas para cima. A expressão fácil clichê “de como assim?” ou “necessito explicações”.
A partir de enfoques conferidos às situações passadas, que povoam o imaginário popular como fábulas e contos (o Jornalismo possui certo viés de cartilha), torna-se possível falar de uma nova gafe que provavelmente não será a última, apenas a mais recente. O Jornalismo diz:
- Esperemos...
É singular esta relação entre o jornal, o livro e o relógio porque, na verdade, todos estes marcam o tempo, são marcos do antes e do depois.
O Jornalismo é assim: alimente-se de história e tenta fazer literatura.
Crônica inspirada na matéria “Nova gafe de Berlusconi deixa italianos envergonhados” publicada em 27 de maio de 2011 às 12h55min por redação, do Jornal Correio do Brasil. Acesso em 27 de maio de 2011 em:
http://correiodobrasil.com.br/italianos-se-envergonham-com-gafedeberlusconi/246104/.
Muitas pessoas opõem Jornalismo a História. Outros ainda, distanciam o Jornalismo da Literatura, ignorando totalmente o que se convencionou chamar de NewJornoulism. Parece debate de teórico empático, não é?!
Talvez seja. Mas, a verdade é que o Jornalismo não se distancia nem da História e nem da Literatura.
Lê-se na manchete de primeira página “Berlusconi comete nova gafe e envergonha italianos”.
Conta uma novidade!
A gaveta faz parte do folclore literário. Dizia certo escritor que se você quisesse saber se um texto em prosa ou em verso era bom, ou seja, se era realmente Literatura, bastava deixa-lo guardado em uma gaveta, por cinco ou seis anos. Deixar que o tempo imprimisse suas pisadas.
Depois deste período de espera, se você lese a produção e achasse que ela valia a pena realmente esta era e é literatura. Trata-se de um conceito clássico.
O Jornalismo faz o mesmo: “nova gafe” pressupõe uma trilogia.
E Berlusconi?
Uma foto abaixo da manchete. O político com as mãos voltadas para cima. A expressão fácil clichê “de como assim?” ou “necessito explicações”.
A partir de enfoques conferidos às situações passadas, que povoam o imaginário popular como fábulas e contos (o Jornalismo possui certo viés de cartilha), torna-se possível falar de uma nova gafe que provavelmente não será a última, apenas a mais recente. O Jornalismo diz:
- Esperemos...
É singular esta relação entre o jornal, o livro e o relógio porque, na verdade, todos estes marcam o tempo, são marcos do antes e do depois.
O Jornalismo é assim: alimente-se de história e tenta fazer literatura.
Crônica inspirada na matéria “Nova gafe de Berlusconi deixa italianos envergonhados” publicada em 27 de maio de 2011 às 12h55min por redação, do Jornal Correio do Brasil. Acesso em 27 de maio de 2011 em:
http://correiodobrasil.com.br/italianos-se-envergonham-com-gafedeberlusconi/246104/.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Desabafo de uma classe
Maria Aparecida Pinto
Paulo saiu da redação. A pauta realmente era boa.
O que é uma pauta boa? O que é uma pauta? Um dos primeiros conceitos aprendidos na Universidade, assim como, os conceitos de cidadania, ética e valor social. “A pauta é a receita para o fazer jornalístico”. Mesmo porque, o objetivo é ir além dela. Ou mesmo, até questioná-la.
Questioná-la?
Não é possível. Dizem muitos. Mas, isto é o jornalismo. O jornalismo questiona. Mas, informa. Informar é construir uma possiblidade de questionamento.
Paulo pensou, então, vou sondar, vou averiguar. Sair às ruas. Correr as alamedas.
O telefone toca: “Paulo, manda o seu material pelo e-mail, da rua mesmo, se houver algum imprevisto. Isto ganha mais tempo”.
Ok.
É aquela escola. É um prédio alto. As pombas voam. Não há umbrais.
Converso com as professoras, com os professores e informo-me na diretoria.
Atravesso a cidade. Entro em contato com mais três instituições de ensino. Entrevisto um economista, um sociólogo, e um representante dos órgãos competentes (não necessariamente nesta ordem). Agenor havia agendado as entrevistas.
O telefone não toca: PAULO, COMO ANDA AÍ?
TUDO BEM!
Chego à redação. O que escrevo não é mera pauta. Vai além de um vídeo que retrata o desabafo de um educador. O texto escrito contextualiza, traz informações importantes sobre a constituição da educação no Brasil, ou seja, a sua “institucionalização” no país. Por quê? Porque a pauta instiga. Fornece um start, mas a realidade é constituída desde Dom Pedro, desde a infância, desde a literatura da professorinha (este professorinha não se refere a um aspecto pejorativo, mas ao termo colonial carinhoso).
O texto está pronto. O debate está marcado. A arena de palavrinhas.
Cumpro a pauta. Toda fala é um discurso. Toda fala é um ato persuasivo.
“Paulo, a pauta caiu”- diz a chefe, depois de ler a reportagem.
“Por quê?”
“Você não cumpriu a pauta e ela caiu.”
“Não cumpri a pauta?”
“Você cita o vídeo e somente neste ponto cumpre a pauta”
“O vídeo é o ‘início’... há todo um contexto, um desenvolvimento, um questionamento, uma informação e uma formação”.
“Paulo, a pauta caiu”.
A pauta nunca caiu. Ela nunca existiu. Não “receita” para o fazer jornalístico. Robozinhos engravatados e embonecados que cantam as notícias? O jornalismo é diálogo. O diálogo pauta, assim como a educação. Talvez, mas apenas talvez, seria necessário saber o que está em pauta.
Crônica inspirada na edição de 23 de maio de 2011 do Jornal da Cultura. No que se refere à questão da educação no Brasil.
Paulo saiu da redação. A pauta realmente era boa.
O que é uma pauta boa? O que é uma pauta? Um dos primeiros conceitos aprendidos na Universidade, assim como, os conceitos de cidadania, ética e valor social. “A pauta é a receita para o fazer jornalístico”. Mesmo porque, o objetivo é ir além dela. Ou mesmo, até questioná-la.
Questioná-la?
Não é possível. Dizem muitos. Mas, isto é o jornalismo. O jornalismo questiona. Mas, informa. Informar é construir uma possiblidade de questionamento.
Paulo pensou, então, vou sondar, vou averiguar. Sair às ruas. Correr as alamedas.
O telefone toca: “Paulo, manda o seu material pelo e-mail, da rua mesmo, se houver algum imprevisto. Isto ganha mais tempo”.
Ok.
É aquela escola. É um prédio alto. As pombas voam. Não há umbrais.
Converso com as professoras, com os professores e informo-me na diretoria.
Atravesso a cidade. Entro em contato com mais três instituições de ensino. Entrevisto um economista, um sociólogo, e um representante dos órgãos competentes (não necessariamente nesta ordem). Agenor havia agendado as entrevistas.
O telefone não toca: PAULO, COMO ANDA AÍ?
TUDO BEM!
Chego à redação. O que escrevo não é mera pauta. Vai além de um vídeo que retrata o desabafo de um educador. O texto escrito contextualiza, traz informações importantes sobre a constituição da educação no Brasil, ou seja, a sua “institucionalização” no país. Por quê? Porque a pauta instiga. Fornece um start, mas a realidade é constituída desde Dom Pedro, desde a infância, desde a literatura da professorinha (este professorinha não se refere a um aspecto pejorativo, mas ao termo colonial carinhoso).
O texto está pronto. O debate está marcado. A arena de palavrinhas.
Cumpro a pauta. Toda fala é um discurso. Toda fala é um ato persuasivo.
“Paulo, a pauta caiu”- diz a chefe, depois de ler a reportagem.
“Por quê?”
“Você não cumpriu a pauta e ela caiu.”
“Não cumpri a pauta?”
“Você cita o vídeo e somente neste ponto cumpre a pauta”
“O vídeo é o ‘início’... há todo um contexto, um desenvolvimento, um questionamento, uma informação e uma formação”.
“Paulo, a pauta caiu”.
A pauta nunca caiu. Ela nunca existiu. Não “receita” para o fazer jornalístico. Robozinhos engravatados e embonecados que cantam as notícias? O jornalismo é diálogo. O diálogo pauta, assim como a educação. Talvez, mas apenas talvez, seria necessário saber o que está em pauta.
Crônica inspirada na edição de 23 de maio de 2011 do Jornal da Cultura. No que se refere à questão da educação no Brasil.
Os livros ou os livro?
A história do livro admitido como didático no Rio de Janeiro para a disciplina de Português devia ser mais veiculada para o público em vez de ficar restrita aos meios acadêmicos propriamente ditos. O tema é importante e ataca diretamente a questão da cidadania porque se refere à nossa língua... Se nos preocupamos tanto em aprender outro idioma, por que não aprender corretamente o nosso? A imprensa se limita a relatar a polêmica entre os dois lados diretamente interessados no assunto, a saber, os puristas do português e os que veem no internetês e em outras variantes linguísticas uma alternativa para se fugir do sagrado dever de se aprender o idioma.
Entre todas as discussões, principalmente as veiculadas em blogs e portais da Internet, percebe-se claramente o embate entre os linguistas e os professores de português. Certo é que há uma vertente linguística que aceita que , se a mensagem foi veiculada e compreendida, a missão da língua se fez. Mas nenhum linguista admite que o aprendizado da língua formal deve ser negligenciado.
Para escrever esse comentário, li a obra intitulada " Doa-se lindos filhotes de Poodle", cuja temática é exatamente o preconceito linguístico. Errar o uso do pronome se apassivador ou perder-se em algum caso de regência ou concordância é normal. Anormal é admitir que dizer " os livro" é uma forma correta de se escrever a expressão; digo escrever por na linguagem falada isso pode ocorrer. Os próprios jornalistas cometem esses erros de vez em quando e estou cansada de ler legendas com erros graves. Se o jornalista comete o erro, vejo como problema a falta de atenção do mesmo mas se o erro aparece na legenda, o réu é o revisor. Nos impressos é normal encontrar erros de português, sejam ortográficos sejam sintáticos. Mas o que me incitou a postar essa crônica é a negligência como o fato tem sido tratado pela mídia em si. Ela devia, inclusive promover debates para se evitar a má informação de que qualquer forma que se escrever uma palavra é válida. Enquanto falamos, podemos cometer lapsos, afinal não há perfeitos falantes de portuguès devido à sua própria estrutura. Escrever é outra história e amanhã, na redação do vestibular ou na entrevista para o emprego, o cidadão mal informado culpará a própria imprensa de não tê-lo avisado sobre o assunto.
Entre todas as discussões, principalmente as veiculadas em blogs e portais da Internet, percebe-se claramente o embate entre os linguistas e os professores de português. Certo é que há uma vertente linguística que aceita que , se a mensagem foi veiculada e compreendida, a missão da língua se fez. Mas nenhum linguista admite que o aprendizado da língua formal deve ser negligenciado.
Para escrever esse comentário, li a obra intitulada " Doa-se lindos filhotes de Poodle", cuja temática é exatamente o preconceito linguístico. Errar o uso do pronome se apassivador ou perder-se em algum caso de regência ou concordância é normal. Anormal é admitir que dizer " os livro" é uma forma correta de se escrever a expressão; digo escrever por na linguagem falada isso pode ocorrer. Os próprios jornalistas cometem esses erros de vez em quando e estou cansada de ler legendas com erros graves. Se o jornalista comete o erro, vejo como problema a falta de atenção do mesmo mas se o erro aparece na legenda, o réu é o revisor. Nos impressos é normal encontrar erros de português, sejam ortográficos sejam sintáticos. Mas o que me incitou a postar essa crônica é a negligência como o fato tem sido tratado pela mídia em si. Ela devia, inclusive promover debates para se evitar a má informação de que qualquer forma que se escrever uma palavra é válida. Enquanto falamos, podemos cometer lapsos, afinal não há perfeitos falantes de portuguès devido à sua própria estrutura. Escrever é outra história e amanhã, na redação do vestibular ou na entrevista para o emprego, o cidadão mal informado culpará a própria imprensa de não tê-lo avisado sobre o assunto.
Discussões midiáticas via MSN
Marcela Servano
- Oi, Carol, tudo bem?
- Não, Marcela, está tudo péssimo
-Por què?
- Marcela, você que faz jornalismo não sabe da tragédia
- Que tragédia?
-Como, você não sabe
- Tinha um mar de jornalistas lá, cobrindo todo o fato. Era gente de tudo quanto é lugar, da Globo, Folha, Uol, um batalhão de fotógrafos
- Carol, não faço a mínima ideia do que você está falando...
- Estou falando que o Neymar vai ser papai!!!
- Ah, então era essa a tragédia
- Olha só: a mídia fazendo coberturas importantíssimas novamente.
- O Neymar, Marcela, para sua informação, é importante sim!
Ele foi eleito pela Revista Época o homem do ano em 2010.
Você, que faz jornalismo, deveria saber disso!
- Eu sei que ele foi eleito o homem do ano. E sei que ele também foi responsável pela saída do técnico do Santos porque o mesmo o reprendeu por indisciplina.
Ele, inclusive, se tornou um dos trending mais comentados do Twitter devido a isto.
- Devo concordar contigo ,que isso aconteceu mesmo, mas, em uma entrevista ao Globo Esporte, ele pediu desculpa,e até chorou. E o Thiago Leifert fala sempre que ele é um bom menino.
- Carol, mais eu nunca falei que o Neymar é uma má pessoa.
- Ah, Marcela, mais você também nem pode fazer isto!
-Por que eu não posso?
- Porque eu li no Yahoo que o Neymar,,Thiago Leifert e Luciano Huck fazem parte do movimento do bom mocinhos. São pessoas de quem não se pode falar mal, pois se tornaram os queridinhos da mídia.
- Carol, então essas pessoas são bons moços?
- Para a mídia eles são bonzinhos ,sim!
- Nossa, que legal. É ótimo ver como a mídia pauta as pessoas e escolhe modelos de certo e errado!
- Não seja irônica!
- Eu, irônica Só questiono o fato de seu queridinho Neymar ter engravidado uma menor de 17 anos e a mídia tratar o caso como um "Parabéns para o Papai" . Não questiono o homem do ano porque ele não tomou os devidos cuidados.
- Para você ver, Marcelinha, como o Neymar é querido.
- Você sabia que mesmo o Neymar, sendo pai, será o garoto propaganda da campanha contra a Aids no Brasil, vai pedir para a galera usar camisinha, saiu no jornal.
- É parece que todo mundo, Carolzinha gosta do Neymar mesmo!
- Marcela, ele está acima do bem e do mal.
- Mas, Carol, você sabe por que gostam tanto dele?
Ele é o fantoche da vez. O brinquedinho a ser usado e depois jogado fora pelo meios de comunicação. O Neymar não passa de um produto para eles.
- È mentira isto que você está falando. Ele é querido.
- É claro que ele é querido, é um produto de venda. Para a mídia o verbo "vender" tornou-se importantíssimo. E é justamente esse verbo que atrapalha o bom jornalismo.
- Ah, Marcela, então se está dizendo que falar mal do Neymar é fazer bom jornalismo?
- Nem de longe estou falando isto. Mas questionar o bom moço sobre algumas atitudes que ele tem é fundamental para o exercício da profissão.
- A imprensa não questiona o garoto.
-Sabe Marcela, você ficou muito chata depois que começou a fazer jornalismo.
Eu fui, tchau, beijos.
- Eu acredito na mídia e no que eles dizem.
- Você, Carol, ainda é nova e vai perceber como as coisas funcionam; nem tudo o que você vê é a verdade.
- Há setores da imprensa que funcionam como um Show, armam o espetáculo em que a gente é a plateia. Só que algumas pessoas veem tudo passivamente. Outros preferem analisar o show, papel este que cabe ao jornalista.
- E por isso, querida irmã, que não podemos ser pautados, entre bem e mal.
- Questionar a mídia também faz parte do nosso show.
- Pense nisso, Carol, beijos , te amo!
- Oi, Carol, tudo bem?
- Não, Marcela, está tudo péssimo
-Por què?
- Marcela, você que faz jornalismo não sabe da tragédia
- Que tragédia?
-Como, você não sabe
- Tinha um mar de jornalistas lá, cobrindo todo o fato. Era gente de tudo quanto é lugar, da Globo, Folha, Uol, um batalhão de fotógrafos
- Carol, não faço a mínima ideia do que você está falando...
- Estou falando que o Neymar vai ser papai!!!
- Ah, então era essa a tragédia
- Olha só: a mídia fazendo coberturas importantíssimas novamente.
- O Neymar, Marcela, para sua informação, é importante sim!
Ele foi eleito pela Revista Época o homem do ano em 2010.
Você, que faz jornalismo, deveria saber disso!
- Eu sei que ele foi eleito o homem do ano. E sei que ele também foi responsável pela saída do técnico do Santos porque o mesmo o reprendeu por indisciplina.
Ele, inclusive, se tornou um dos trending mais comentados do Twitter devido a isto.
- Devo concordar contigo ,que isso aconteceu mesmo, mas, em uma entrevista ao Globo Esporte, ele pediu desculpa,e até chorou. E o Thiago Leifert fala sempre que ele é um bom menino.
- Carol, mais eu nunca falei que o Neymar é uma má pessoa.
- Ah, Marcela, mais você também nem pode fazer isto!
-Por que eu não posso?
- Porque eu li no Yahoo que o Neymar,,Thiago Leifert e Luciano Huck fazem parte do movimento do bom mocinhos. São pessoas de quem não se pode falar mal, pois se tornaram os queridinhos da mídia.
- Carol, então essas pessoas são bons moços?
- Para a mídia eles são bonzinhos ,sim!
- Nossa, que legal. É ótimo ver como a mídia pauta as pessoas e escolhe modelos de certo e errado!
- Não seja irônica!
- Eu, irônica Só questiono o fato de seu queridinho Neymar ter engravidado uma menor de 17 anos e a mídia tratar o caso como um "Parabéns para o Papai" . Não questiono o homem do ano porque ele não tomou os devidos cuidados.
- Para você ver, Marcelinha, como o Neymar é querido.
- Você sabia que mesmo o Neymar, sendo pai, será o garoto propaganda da campanha contra a Aids no Brasil, vai pedir para a galera usar camisinha, saiu no jornal.
- É parece que todo mundo, Carolzinha gosta do Neymar mesmo!
- Marcela, ele está acima do bem e do mal.
- Mas, Carol, você sabe por que gostam tanto dele?
Ele é o fantoche da vez. O brinquedinho a ser usado e depois jogado fora pelo meios de comunicação. O Neymar não passa de um produto para eles.
- È mentira isto que você está falando. Ele é querido.
- É claro que ele é querido, é um produto de venda. Para a mídia o verbo "vender" tornou-se importantíssimo. E é justamente esse verbo que atrapalha o bom jornalismo.
- Ah, Marcela, então se está dizendo que falar mal do Neymar é fazer bom jornalismo?
- Nem de longe estou falando isto. Mas questionar o bom moço sobre algumas atitudes que ele tem é fundamental para o exercício da profissão.
- A imprensa não questiona o garoto.
-Sabe Marcela, você ficou muito chata depois que começou a fazer jornalismo.
Eu fui, tchau, beijos.
- Eu acredito na mídia e no que eles dizem.
- Você, Carol, ainda é nova e vai perceber como as coisas funcionam; nem tudo o que você vê é a verdade.
- Há setores da imprensa que funcionam como um Show, armam o espetáculo em que a gente é a plateia. Só que algumas pessoas veem tudo passivamente. Outros preferem analisar o show, papel este que cabe ao jornalista.
- E por isso, querida irmã, que não podemos ser pautados, entre bem e mal.
- Questionar a mídia também faz parte do nosso show.
- Pense nisso, Carol, beijos , te amo!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Cultura dinâmica e convergente
Maria Aparecida Pinto
Vovô, vovô já sei o que quero de presente de aniversário!
Pode dizer, Miguel.
Então, quero uma Smart TV.
Por que tenho que comprar uma TV em uma cadeia de estabelecimentos comerciais especifica?
Não vô, o senhor não entendeu. Esta TV conecta-se à internet, assim posso acessar as redes sociais e até ler uns jornais virtuais ou notícias em tempo real presentes em portais para depois contar tudo para o senhor.
Miguel...
É vovô, é triste vê-lo sentado aí com enormes trambolhos de papel, ou mesmo zapeando freneticamente pelos canais.
Miguel...
Sim vô.
Qual é a relação entre Smart TV e Bom Jornalismo?
Há vô, não sei bem ao certo, mas hoje as redes sociais são constantemente temas para os jornais. Sabe o namorado da minha irmã, Gustavo. Ele está no terceiro ano de jornalismo. E diz que as redes sociais podem ... como é mesmo a palavra? Pautar o jornalismo. O termo certo é pautar!
É verdade?
Sim. Segundo o Tavo, a comunicação e a informação estão mais acessíveis e com isto facilitam a vida social.
E o que são redes sociais?
A vô, como posso explicar... Sabe quando o senhor “joga conversa fora” com seus amigos ou então vai à reunião da Associação de Bairro para informar-se sobre o que esta acontecendo? É como se o senhor fizesse isto pela internet, sem sair de casa.
Ou seja, falar dos outros com outros sem sair de casa ou informar-se sobre os outros por meio de outros sem sair de casa?
É vovô, o senhor entendeu...
O jornal faz isto meu neto. A TV e o rádio também.
Mas, na internet há mais espaço, mais velocidade. É mais “convergente”.
“Convergente”?
Sim , sabe integrar diversos recursos como som , imagem e texto por exemplo.
Miguel, o que estes jornalistas da Smart TV fazem é depender de fontes, apurar os dados, preparar e construir as notícias, não é?
É, mas de forma mais dinâmica.
Vou pensar Miguel...
Toda esta conversa... Vou ver ... Este jornal tem uma versão on-line, como dizem. Deixe-me ver... Cultura! É uma boa!
“CANTOR OFENDE MULHERES E MÚSICOS EM REDE SOCIAL”.
É ... Estão fazendo isto de forma mais dinâmica.
Crônica inspirada na matéria “Ed Motta ofende mulheres e músicos e cria polêmica no Facebook” Por Marcus Preto de 13/05/2011.Acessível em:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/915375-ed-motta-ofende-mulheres-e-musicos-e-cria-polemica-no-facebook.shtml
Vovô, vovô já sei o que quero de presente de aniversário!
Pode dizer, Miguel.
Então, quero uma Smart TV.
Por que tenho que comprar uma TV em uma cadeia de estabelecimentos comerciais especifica?
Não vô, o senhor não entendeu. Esta TV conecta-se à internet, assim posso acessar as redes sociais e até ler uns jornais virtuais ou notícias em tempo real presentes em portais para depois contar tudo para o senhor.
Miguel...
É vovô, é triste vê-lo sentado aí com enormes trambolhos de papel, ou mesmo zapeando freneticamente pelos canais.
Miguel...
Sim vô.
Qual é a relação entre Smart TV e Bom Jornalismo?
Há vô, não sei bem ao certo, mas hoje as redes sociais são constantemente temas para os jornais. Sabe o namorado da minha irmã, Gustavo. Ele está no terceiro ano de jornalismo. E diz que as redes sociais podem ... como é mesmo a palavra? Pautar o jornalismo. O termo certo é pautar!
É verdade?
Sim. Segundo o Tavo, a comunicação e a informação estão mais acessíveis e com isto facilitam a vida social.
E o que são redes sociais?
A vô, como posso explicar... Sabe quando o senhor “joga conversa fora” com seus amigos ou então vai à reunião da Associação de Bairro para informar-se sobre o que esta acontecendo? É como se o senhor fizesse isto pela internet, sem sair de casa.
Ou seja, falar dos outros com outros sem sair de casa ou informar-se sobre os outros por meio de outros sem sair de casa?
É vovô, o senhor entendeu...
O jornal faz isto meu neto. A TV e o rádio também.
Mas, na internet há mais espaço, mais velocidade. É mais “convergente”.
“Convergente”?
Sim , sabe integrar diversos recursos como som , imagem e texto por exemplo.
Miguel, o que estes jornalistas da Smart TV fazem é depender de fontes, apurar os dados, preparar e construir as notícias, não é?
É, mas de forma mais dinâmica.
Vou pensar Miguel...
Toda esta conversa... Vou ver ... Este jornal tem uma versão on-line, como dizem. Deixe-me ver... Cultura! É uma boa!
“CANTOR OFENDE MULHERES E MÚSICOS EM REDE SOCIAL”.
É ... Estão fazendo isto de forma mais dinâmica.
Crônica inspirada na matéria “Ed Motta ofende mulheres e músicos e cria polêmica no Facebook” Por Marcus Preto de 13/05/2011.Acessível em:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/915375-ed-motta-ofende-mulheres-e-musicos-e-cria-polemica-no-facebook.shtml
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Há notícia
Maria Aparecida Pinto
Qual é a tênue diferença entre o jornalismo humanizado e o jornalismo sensacionalista?
Ambos desejam comover, não é mesmo?
Ambos desejam provocar afloração de sentimentos.
A diferença não e tão tênue.
Talvez não se possa compará-los.
Comove ver a luta de um menino contra a leucemia.
Comove ver seu desejo de vida, seu esforço e incansável sorriso.
A criança é a boa vítima?
É sim.
Mas, desta vez, os monstros salvam-na (de alguma forma).
Isto pode ser um começo da desconstrução da polaridade herói/vilão, tão prezada pelos vigilantes?
Vigilantes, vingadores, defensores da justiça, cães de guarda...temas que se confundem ...
...termos que se confundem ...
práticas que se confundem.
Os monstros possuem duas faces.
Os heróis possuem duas faces.
Humanização e sensacionalismo são duas faces? Duas faces de quê?
O tocante.
O jornalismo informa. Mas sobretudo forma.
Forma cidadãos. É um dos seus deveres.
O jornalismo pode ter ou não música tema.
Mas, possui vários superpoderes.
Com os poderes vem a responsabilidade.
Não se pode salvar todos.
Alguns teóricos falam que o jornalismo é o termômetro da sociedade.
Então qual é a tênue diferença entre o jornalismo humanizado e o jornalismo sensacionalista?
O humanizado precisa de um “gancho”: algum aspecto que o justifique como notícia no momento presente.
O humanizado precisa de uma linguagem poética , literária (o New Journalism).
O humanizado não se condiciona por números.
O humanizado não pode estandartizar a situação.
E o sensacionalista ?
O sensacionalista é uma trama.
O sensacionalista é um drama.
O sensacionalista é uma redundância.
O sensacionalista projeta a voz para assustar, chocar, gerar consternação.
A diferença não é tão tênue, mesmo em um mundo globalizado em que limites de tempo e espaço encontram -se es espaço encontram se diluídos por talheres tecnológicos.
Em que a América respira aliviada , pausadamente e feliz.
O passado é importante mas, o futuro depende de nós.
Lutando contra monstros que construímos e que nos ajudam a sobreviver.
Sem heróis, sem vilões, sem monstros ,sem mocinhos o que há?
Com certeza não há notícia.
Crônica inspirada no jornal Bom Dia Brasil edição de 09 de maio de 2011 exibido pela TV Globo.
Qual é a tênue diferença entre o jornalismo humanizado e o jornalismo sensacionalista?
Ambos desejam comover, não é mesmo?
Ambos desejam provocar afloração de sentimentos.
A diferença não e tão tênue.
Talvez não se possa compará-los.
Comove ver a luta de um menino contra a leucemia.
Comove ver seu desejo de vida, seu esforço e incansável sorriso.
A criança é a boa vítima?
É sim.
Mas, desta vez, os monstros salvam-na (de alguma forma).
Isto pode ser um começo da desconstrução da polaridade herói/vilão, tão prezada pelos vigilantes?
Vigilantes, vingadores, defensores da justiça, cães de guarda...temas que se confundem ...
...termos que se confundem ...
práticas que se confundem.
Os monstros possuem duas faces.
Os heróis possuem duas faces.
Humanização e sensacionalismo são duas faces? Duas faces de quê?
O tocante.
O jornalismo informa. Mas sobretudo forma.
Forma cidadãos. É um dos seus deveres.
O jornalismo pode ter ou não música tema.
Mas, possui vários superpoderes.
Com os poderes vem a responsabilidade.
Não se pode salvar todos.
Alguns teóricos falam que o jornalismo é o termômetro da sociedade.
Então qual é a tênue diferença entre o jornalismo humanizado e o jornalismo sensacionalista?
O humanizado precisa de um “gancho”: algum aspecto que o justifique como notícia no momento presente.
O humanizado precisa de uma linguagem poética , literária (o New Journalism).
O humanizado não se condiciona por números.
O humanizado não pode estandartizar a situação.
E o sensacionalista ?
O sensacionalista é uma trama.
O sensacionalista é um drama.
O sensacionalista é uma redundância.
O sensacionalista projeta a voz para assustar, chocar, gerar consternação.
A diferença não é tão tênue, mesmo em um mundo globalizado em que limites de tempo e espaço encontram -se es espaço encontram se diluídos por talheres tecnológicos.
Em que a América respira aliviada , pausadamente e feliz.
O passado é importante mas, o futuro depende de nós.
Lutando contra monstros que construímos e que nos ajudam a sobreviver.
Sem heróis, sem vilões, sem monstros ,sem mocinhos o que há?
Com certeza não há notícia.
Crônica inspirada no jornal Bom Dia Brasil edição de 09 de maio de 2011 exibido pela TV Globo.
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